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Dois novos candidatos a imunizantes contra a covid-19 em estudo foram anunciados, no fim de março (26), como vacinas brasileiras. O primeiro deles foi desenvolvido pelo Instituto Butantan, a Butanvac. Segundo Dimas Covas, presidente do Instituto, os pesquisadores estão utilizando aspectos genéticos da variante de Manaus nas pesquisas para esse imunizante. Poucas horas depois foi anunciada a Versamune-Cov-2FC, desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, em parceria com as empresas Farmacore Biotecnologia e PDS Biotechnology, dos Estados Unidos. O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, informou em entrevista coletiva que, das 15 linhas de pesquisa com vacinas que receberam recursos federais, essa foi a que mais avançou, chegando à etapa de solicitar autorização para testes em humanos, como noticiou a BBC Brasil (26/03).Ambas instituições já solicitaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedido para realização de testes clínicos em humanos. No caso da Versamune, a Anvisa pediu mais informações. A Butanvac utiliza a mesma tecnologia da vacina contra a gripe, também fabricada pelo Butantan. O imunizante foi desenvolvido com a “concepção de tecnologia” livre da cobrança de royalties, feita por consórcio internacional. O Butantan será o principal produtor da Butanvac, com 85% da capacidade de fornecimento da vacina, em um consórcio que envolve outros dois laboratórios, um do Vietnã e outro da Tailândia, como noticiou El País (26/3).