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O desmatamento na Amazônia Legal brasileira atingiu 920,4 km² em junho, um aumento de 88% em comparação com o mesmo mês no ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que faz o monitoramento da Amazônia desde 1988. Para efeitos comparativos, o Nexo Jornal (23/7) calculou que o tamanho da destruição equivale, praticamente, à área urbana da cidade de São Paulo, a mais populosa do país, com seus 968,3 km². O dado alarmante provocou uma crise entre o governo federal e a direção do Instituto, que repercutiu na imprensa em julho. O desmatamento na Amazônia Legal brasileira atingiu 920,4 km² em junho, um aumento de 88% em comparação com o mesmo mês no ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que faz o monitoramento da Amazônia desde 1988.Para efeitos comparativos, o Nexo Jornal (23/7) calculou que o tamanho da destruição equivale, praticamente, à área urbana da cidade de São Paulo, a mais populosa do país, com seus 968,3 km². O dado alarmante provocou uma crise entre o governo federal e a direção do Instituto, que repercutiu na imprensa em julho.

Durante uma entrevista coletiva (18/7), o presidente Jair Bolsonaro atacou o diretor do Inpe, Ricardo Galvão, acusando-o de estar “a serviço de alguma ONG”. “Estou convencido de que os dados de desmatamento são mentirosos”, disse Bolsonaro. No Jornal Nacional da TV Globo (20/7), Galvão rebateu os comentários do presidente, reafirmou os dados e defendeu a seriedade do instituto. Cientistas do Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Associação Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram (21/7) manifestos em defesa do Inpe. Para além do bate-boca, uma matéria no G1 (23/7) e outra no Nexo (23/7) explicaram como o instituto monitora e gera taxas de desmatamento da Amazônia. Imagens de satélites já foram, inclusive, usadas para desincentivar venda de soja plantada em área desmatada, demonstrou o Nexo.