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O governo dos Estados Unidos sinalizou que pode proi- bir os cigarros eletrônicos com sabor, que tem atraído em especial os jovens. O G1 (14/10) destacou que autoridades americanas investigam desde agosto 1299 casos de doenças pulmonares e 26 mortes relacionados a esse dispositivo ele- trônico que funciona com um aquecedor no lugar de brasa. Em junho, a cidade de São Francisco, na Califórnia, foi a primeira a proibir a venda de cigarros eletrônicos no país. Em setembro, o estado de Michigan fez o mesmo.

Especialistas ainda não sabem o que está causando a bronquiolite obliterante — caracterizada por um processo de inflamação e fibrose em vias aéreas. Os sintomas incluem febre, tosse seca, falta de ar, respiração sibilante e fadiga. O mais provável é que alguma substância usada no dispositivo— aromática, nicotina, glicerol, propileno ou THC — esteja por trás do surto.

Embora a venda do cigarro eletrônico no Brasil seja ile- gal, é possível comprá-lo em sites e a Anvisa já determinou a retirada de 727 anúncios online desde 2017, segundo o Estadão (19/9). O jornal destacou que a Anvisa tem realizado audiências públicas para obter informações sobre os riscos e decidir se o veto ao produto continua no Brasil. A primeira dessas audiências ocorreu em agosto. Nos últimos 12 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados em maio, o número de fumantes no Brasil caiu 40%. Em 2006, eles eram 15,6% da população; em 2018, 9,3%, como noticiou o site (31/5).