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Entre as vantagens, a curto e médio prazo, para a conquista de vacinas nacionais estão a menor dependência externa e de importações, maior rapidez na adaptação de vacinas a novas variantes e utilização do conhecimento para criar vacinas contra outras doenças, como destacou a BBC Brasil (26/03). O jornal ressaltou que o país importa mais de 90% dos insumos farmacêuticos usados em medicamentos e vacinas, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi); as duas vacinas produzidas aqui neste momento — a CoronaVac, pelo Instituto Butantan, e a de Oxford/AstraZeneca, pela Fiocruz — dependem de importações da China e da Índia.Além da Butanvac e da Versamune, outras pesquisas de vacinas com tecnologia nacional seguem em andamento. Uma delas é conduzida por Ana Paula Fernandes, microbiologista do Centro de Tecnologia em Vacinas e Diagnóstico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que apresentou bons resultados em camundongos. Os pesquisadores aguardam investimentos e preparação de um laboratório para iniciar testes em humanos. Outra pesquisa, liderada por Jorge Kalil, da Universidade de São Paulo (USP), de uma vacina via spray nasal, está em fase de testes em animais e tenta conseguir fundos com empresas brasileiras para iniciar a pesquisa em humanos.A Fiocruz desenvolve sete outras vacinas, com parceiros nacionais e estrangeiros — quatro delas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). Segundo o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação, Marco Aurélio Krieger, obter o domínio das novas plataformas tecnológicas de desenvolvimento de vacinas dará ao Brasil melhores condições de enfrentar não apenas a atual pandemia mas também novos desafios de saúde pública.