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O Congresso aprovou o Orçamento deste ano na noite de 25 de março, incluindo novo corte de mais de 90% da verba para a realização do Censo 2021. O texto retira R$ 1,9 bilhão do Censo, ante previsão anterior de R$ 2 bilhões. Em nota, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmou que o corte inviabiliza o Censo 2021, que, de acordo com a lei 8.184/1991, deve ser realizado a cada dez anos. “O país necessita das informações geradas pelo Censo, que são essenciais para subsidiar políticas públicas em diversas áreas, especialmente em um contexto de pandemia, onde esses dados são estratégicos para o avanço da vacinação e para o planejamento de infraestrutura em saúde”, diz o texto. Em 26 de março, a presidente do instituto, Susana Cordeiro Guerra, pediu exoneração do cargo alegando motivos pessoais.A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) considerou que o corte orçamentário imposto ao IBGE não é condizente com o processo democrático de gestão para a construção da cidadania. “O uso da informação vem sendo continuamente dificultado pelo governo federal em diversos setores, incluindo a economia, a educação e a saúde. Nosso repúdio, portanto, se estende à lógica de que a gestão pública não precisa de dados.” Leia nota da Abrasco em https://bit.ly/2Q7oyuU.