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A concentração de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) bateu um novo recorde em 2018, informou o 15º boletim anual sobre a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas (25/11). Segundo o relatório, a concentração de CO2 atingiu 407,8 partes por milhão (ppm), o metano atmosférico alcançou 1.869 partes por bilhão (ppb) e o óxido nitroso tem concentração atmosférica de 331,1 ppb. Se compararmos com o período pré-Revolução Industrial (1760), a concentração desses gases aumentou 47%, 159% e 23%, respectivamente. Os números resultam da medição de mais de 100 estações espalhadas pelo planeta, informou o jornal El País (25/11).
A OMM ressalta que o crescimento constante da concentração destes gases na atmosfera resultará em impactos cada vez mais graves na mudança climática para as futuras gerações, entre eles, aumento das temperaturas, eventos extremos, estresse hídrico, aumento do nível do mar, perda de ecossistemas marinhos e terrestres. Simultaneamente, a adição destes gases faz o planeta acumular recordes de temperatura. O ano de 2018 foi considerado o quarto mais quente registrado desde que as medições começaram, em 1850. Os outros três foram 2015, 2016 e 2017; há previsão de que 2019 também passe a figurar na lista dos mais quentes.
Petteri Taalas, secretário-geral da OMM, afirmou em um comunicado que, apesar de compromissos assumidos com o Acordo de Paris, não há sinais de desaceleração e diminuição da concentração de gases de efeito estufa. O Acordo de Paris estabelece que, se os planos de redução das emissões dos países não forem suficientes, os Estados devem revê-los. Esta revisão deve ser realizada em 2020 na Cúpula do Clima que acontecerá em Madri (Espanha), dentro da COP25.