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A crise sanitária da covid-19 trouxe impactos para avida de todos, embora a sua experiência se revelediversa para os diferentes grupos da sociedade. De olho nesta singularidade, a multiartista e pesquisadora carioca Maria Lucas escreveu o ensaio “Próteses de proteção”, onde apresenta o ponto de vista de uma travesti sobre a pandemia. Mestra em artes da cena (Eco-UFRJ) e graduadaem artes cênicas (PUC-RJ), ela foi a vencedor doconcurso promovido pela revista “Serrote”, do InstitutoMoreira Sales, em novembro, e traz uma nova perspectivasobre distanciamento social e memória afetiva, entreoutros questionamentos. “Meu corpo já é distanciado, dedistintas formas, do convívio em sociedade, assim comoa grande parcela de pessoas trans no Brasil, o país quelidera o ranking mundial no extermínio dessa população”,reflete a escritora, na narrativa que também oferece umnovo olhar sobre os protocolos de proteção: “As máscaras também, e isso vem sendo muito discutido com outrasamigas travestis, têm sido uma prótese de afirmação degênero para muitas de nós. O rosto, que pode ter traçoslidos como masculinos pela nossa sociedade cis-hétero--centrada, é camuflado por um pano que esconde gogó,nariz grosso e vestígios de barba, garantindo assim umamaior ‘passabilidade’ para mulheres trans e travestis”, diz. O texto de Maria Lucas pode ser lido na íntegra no site da Serrote: https://bit.ly/2VgsOHs