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Amazônia tem recorde de desmatamento no primeiro trimestre de 2020. De acordo com dados do relatório trimestral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi registrada a marca de 796,08 km² de área desmatada, o que equivale a cerca de 80 mil campos de futebol, segundo comparação do portal de jornalismo ambiental ((o))Eco (13/4). Os números assustam ainda mais quando considerado que os três primeiros meses de cada ano costumam ser os que apresentam níveis mais baixos, uma vez que as chuvas fortes que marcam o inverno amazônico dificultam a propagação de incêndios e a própria operação de desmate.

Os dados significam um aumento de 51% em relação ao registrado entre janeiro e março de 2019. No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro havia sido alvo de críticas de cientistas do Brasil e do exterior ao questionar a veracidade de dados do Inpe, que já apontavam um elevado índice de área ameaçada por atividades ilegais, o que culminou na saída do diretor do instituto, Ricardo Galvão, como bem lembrou reportagem do Estadão (8/4) sobre o assunto. Mas os sinais de devastação continuaram crescendo mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, noticiou o G1 (13/4). Se compararmos março de 2020 ao mesmo mês de 2019, o aumento é de 29,9%. O Inpe alerta que a análise de dados comparativos por trimestre evita distorções sazonais que possam ser causadas pela leitura dos satélites, como a presença de nuvens de chuva. Especialistas ouvidos por O Globo (13/4) alertam para o fato de que a queda de operações do Ibama contribui para a tomada de áreas da floresta para atividades ilegais, ligadas principalmente à mineração, especulação de terras e indústria madeireira.