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Mais um patrimônio cultural brasileiro sob chamas. Depois do Museu Nacional e do Museu da Língua Portuguesa, agora foi a vez da Cinemateca Brasileira ter um de seus galpões destruído por um incêndio, na noite de 29 de julho. A instituição é responsável por guardar, preservar e difundir a produção audiovisual do país e fica sob responsabilidade da Secretaria Especial da Cultura. Há tempos, vem sofrendo com o descaso e o abandono. No ano passado, uma enchente alagou as dependências do local, que em 2016 já havia tido parte do acervo atingido por outro incêndio.Diante de inspeções que apontaram vários problemas de manutenção do prédio, no ano passado, o Ministério Público moveu processo contra a União. Em abril último, um manifesto assinado por funcionários alertava o governo para o perigo de incêndio. Como o local guarda filmes antigos a base de nitrato de celulose, a preservação e a revisão periódica são importantes. Também foram feitos vídeos sobre a precarização do espaço. De nada adiantou. Agora, a Comissão de Cultura da Câmara entrou com uma queixa-crime contra Mário Frias, secretário especial da Cultura, além de pedir ao Tribunal de Contas da União uma auditoria nas ações da pasta.