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No final de 2017, o órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU) alertou para uma possível volta do Brasil ao Mapa da Fome, de onde havia saído em 2014. É importante que se diga que estar fora dessa estatística não significa que a fome deixou de existir no país, mas que, pela primeira vez em sua história, o Brasil teve menos de 5% da população subalimentada. Em seu estudo mais recente sobre a fome no mundo, com data de 2018, as Nações Unidas indicaram que, no período de 2015 a 2017, cerca de 5,2 milhões de brasileiros permaneciam em estado de subnutrição, como apontou o Nexo Jornal (19/7). 

Em sua edição de março do ano passado (nº 186), Radis visitou comunidades no semiárido nordestino que vinham resistindo aos cortes nas políticas públicas que poderiam levar o país de volta ao Mapa da Fome. Vale voltar à leitura. Sobre o assunto, Radis indica também a série de sete reportagens publicadas pela Agência Pública no primeiro semestre deste ano, em que os repórteres investigam a fome no Brasil. São histórias de “gente que dorme para esquecer a fome”, conta Elvira Lobato em sua matéria sobre as mães de Japeri, na Baixada Fluminense, que relatam suas lutas para criar os filhos em meio à pobreza, ao desemprego e aos confrontos diários entre facções de traficantes. Ou ainda relatos sobre a fome oculta, caracterizada por sintomas relacionados à falta de nutrientes, um problema que atinge milhões de pessoas no país.

Leia aqui: https://apublica.org/especial/microbolsa-fome/