Fotografia: Lucas Lima/Folhapress.

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A morte da escritora, roteirista e atriz Fernanda Young, aos 49 anos, no dia 25 de agosto, devido a uma crise asmática, chamou a atenção para a letalidade da doença. A roteirista da série global “Os normais” tinha asma desde a infância, passou mal no sítio da família em Gonçalves (MG), e o quadro evoluiu para uma parada cardíaca. A morte por asma é pouco comum. No Brasil, foram registradas em 2017, segundo o Datasus, 2.477 mortes decorrentes de asma, conforme noticiou o portal R7 (26/8). Como explicou o médico pneumologista Francisco Mazon, entrevistado na matéria, a doença afeta até um quarto de toda a população, por isso o número de mortes é considerado pouco prevalente, em comparação à quantidade de pessoas que têm a doença. Quase metade desses óbitos se refere a pessoas acima de 60 anos. O médico reforçou que pacientes asmáticos devem ter acompanhamento médico rotineiro, já que as crises podem aparecer de repente. Em crises graves, é importante que, além de ter os medicamentos corretos, o paciente procure atendimento hospitalar rapidamente, orientou o médico na reportagem.

Ao jornal Folha de S.Paulo (25/8), o pneumologista Carlos Jardim, do Instituto do Coração (Incor), declarou que qualquer queixa de falta de ar deve ser investigada pelo médico. Outros sintomas não devem ser desconsiderados, como cansaço, aperto, peso e chiado no peito, tosse e produção de secreção. A asma é uma doença inflamatória pulmonar que causa estreitamento das pequenas vias aéreas e impede a passagem do ar. Todos os fatores que provocam irritação nos brônquios como fumo, poluição e tempo seco e frio podem desencadear a doença.

“A asma não tem cura mas é controlável. É importante esclarecer que existe preconceito em relação à bombinha e a certos medicamentos, mas eles não viciam e nem fazem mal ao coração”, afirmou o pneumologista. Ele lembrou ainda que geralmente, a asma começa na infância, mas isso não é regra. O problema pode ser hereditário. As estações mais críticas para quem convive com o problema são a primavera, o outono e principalmente o inverno, já que são épocas em que há maior circulação de alérgenos, ou seja, substâncias que provocam em pessoas suscetíveis uma reação do sistema imunológico e causam inflamação.