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O país viveu recordes de baixa temperatura no final de junho e durante o mês de julho, o que aumentou ainda mais a vulnerabilidade das pessoas em situação de rua. Apesar disso, boa parte da imprensa ainda insistia em cobrir o fenômeno ressaltando apenas a plasticidade de cenários cobertos pela neve em cidades da região Sul, enquanto pessoas morriam de frio nas ruas do país. Só a cidade de São Paulo registrou quatro mortes na madrugada de 30 de junho, a mais fria dos últimos cinco anos, quando os termômetros marcaram 6,3 graus — outras sete haviam morrido na noite anterior. Ao jornal O Globo (1/7), o padre Júlio Lancelotti, que atua prestando atendimento à população de rua, destacou o aumento expressivo do acolhimento a pessoas “em clara hipotermia, pouco agasalhadas, sem abrigo e apresentando tremores”. Em outros dois estados, Mato Grosso e Porto Alegre, também houve relatos de mortes provocadas pela onda de frio, que acabou gerando mobilizações da sociedade civil e planos de contingência por parte do poder público em alguns estados.