Fotografia: Divulgação / CEBES.

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A nova diretoria do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) reafirmou compromisso com o SUS e os princípios da Reforma Sanitária, em cerimônia pública no auditório do Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, dia 28 de janeiro. “Nada melhor do que a gente fazer a memória de tantas conquistas, de tantas lutas e realizações que não são teoria ou abstração, mas práticas concretas do dia a dia das brasileiras e brasileiros. A construção do Sistema Único de Saúde não é uma utopia, é uma experiência concreta e prática que nós brasileiros consumimos e optamos por fazer”, afirmou a sanitarista Lúcia Souto, reeleita presidente da entidade histórica, fundada em 1976.

O ato, marcado pelos discursos em defesa da democracia e de resistência ao desmonte do SUS e às ameaças aos direitos sociais, contou com a presença de entidades e sanitaristas parceiros do Cebes, que relembraram o contexto de criação do movimento sanitário, ainda sob a ditadura militar, e as conquistas resultantes da mobilização, concretizadas na “melhor formulação institucional de saúde do mundo”, como definiu Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia. “O Cebes representa uma luta que não cessa nunca em defesa da saúde para todas e todos e do SUS, neste momento de atentados à democracia. Precisamos resistir”, conclamou Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima destacou a atuação política da entidade, consonante com os valores da Reforma Sanitária, e lembrou que a luta histórica do movimento deve ser atualizada. “Queria colocar o desafio comum de estarmos fazendo o reforço e atualização da nossa agenda em um país que mudou a sociedade, novas gerações entraram na universidade, movimentos sociais adquiriram formas distintas daquelas que concebemos”, ponderou. Para ela, o ideal sanitário não é uma utopia, mas sim “uma realização inconclusa que depende da manutenção da democracia e autonomia do país para se concretizar”.

“A voz do Cebes é fundamental para que os nossos ideais não se apaguem”, reforçou Gulnar Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), ressaltando que este é o momento de as entidades de saúde se unirem em defesa da democracia. “A gente tem resistido e nossa resistência avança porque a gente consegue colocar uma pauta atual que amplia e traz jovens. E é isso o que a gente precisa hoje”, destacou. Para conferir os integrantes da nova gestão, acesse o site do Cebes (http://cebes.org.br/).