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A nomeação do psiquiatra Rafael Bernardon para a coordenação da Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, em 18/2, foi duramente criticada por entidades de saúde e direitos humanos. No Manifesto da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (4/3), representantes de entidades e movimentos sociais lembram que o indicado ao cargo defende abertamente a ampliação de hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas em detrimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), e que também se manifesta a favor da eletroconvulsoterapia (ECT) — prática mais conhecida como eletrochoque.“Nós, militantes da Luta Antimanicomial, permaneceremos atentos e atentas e continuaremos levantando a bandeira de uma sociedade que convive com a diversidade e de um cuidado em saúde mental necessariamente público, laico, territorial, antimanicomial e democrático”, diz o manifesto. Em mais uma frente contra o nome de Rafael Bernardon para a função, entidades de psicologia ressaltam em nota (4/3) que tal nomeação é parte “de todo um movimento orquestrado com o propósito de, paulatinamente, desmantelar a Política de Saúde Mental progressista e humanitária construída há anos por trabalhadores(as), usuários(as) e familiares, principalmente da luta antimanicomial”.