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A descoberta dos pesquisadores da Fiocruz Pernambuco de que o Culex quinquefasciatus (também conhecido no país como muriçoca) é capaz de transmitir o vírus Zika pode ajudar a compreender porque a epidemia foi mais grave em algumas regiões do país, ou porque há mais casos de microcefalia em bebês de mulheres de baixa renda. Isso porque o Culex, nome científico do gênero do mosquito, se reproduz em água extremamente poluída, comum onde não há saneamento básico. Foi assim que a reportagem da Agência Brasil (9/8) analisou o resultado do estudo que descreve a descoberta de pernilongos infectados na natureza e a comprovação de que o Zika se reproduz dentro dos mosquitos, chegando à glândula salivar dos insetos. O vírus está presente na saliva extraída tanto dos espécimes infectados em laboratório como os contaminados em ambiente natural. Essas conquistas, obtidas com o uso exclusivo das plataformas tecnológicas da Fiocruz Pernambuco, estão descritas no artigo "Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil", publicado na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature (9/8).