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O Brasil registrou 1.388 casos confirmados de sarampo desde a primeira semana de 2019, segundo o Ministério da Saúde. A maioria (95,2%) ocorreu em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Paraná, que apresentam surto da doença. Houve uma disparada no número de casos confirmados no país nas últimas onze semanas epidemiológicas, intensificada pelo estado de São Paulo, que concentrou 99,5% deles desde o início de maio.

Na capital, houve risco de faltar vacina perto do fim oficial da campanha de vacinação, de acordo com a Folha de S.Paulo (22/8). A coordenadora de Vigilância em Saúde da secretaria municipal de Saúde, Solange Saboia, afirmou que vinham sido aplicadas 70 mil doses por dia, três vezes mais do que antes, e que o estoque "não estava dando conta", em reunião de representantes de secretarias com o Ministério da Saúde em Brasília. “Não temos vacina. Está faltando vacina no município”, disse. A pasta prometeu enviar mais doses.

Nenhum dos estados com surto da doença atingiu a cobertura vacinal de 95% da tríplice viral — que garante a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola. Rio de Janeiro tem 51,23% do grupo infantil protegido; Bahia, 61,69%; São Paulo, 74,65%; e Paraná, 89,53%.

O sarampo é uma doença extremamente contagiosa causada por um vírus do gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae. A transmissão pode ocorrer por meio da fala, tosse ou espirro. Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade. 

O Brasil chegou a receber um certificado de eliminação do sarampo, concedido pela Organização Panamericana da Saúde (Opas) em 2016, devido ao baixo número de casos nos últimos anos e o encerramento de alguns surtos importados de outros países (Radis 199). Mas novos casos começaram a ser notificados a partir de fevereiro de 2018.