Radis Comunicação e Saúde

Fotografia: Antonio Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo.

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Foram dias intensos, mas de vitória para os estudantes que irão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Primeiro, o Ministério da Educação anunciou (11/5) que manteria o cronograma de realização das provas para novembro, o que provocou críticas de estudantes de todo o país que estão com as aulas interrompidas por conta da pandemia de covid-19. Imediatamente, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) entraram com um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e lançaram a campanha “Adia Enem” pedindo que o ministério mudasse o cronograma para a realização do exame, que é a principal porta de entrada para as universidades brasileiras.

Segundo especialistas e entidades ligadas à educação ouvidos pela TV Globo (11/5), a suspensão das aulas presenciais por causa do coronavírus aumentou a desigualdade entre estudantes pobres e ricos. Nas redes, alunos relataram dificuldades para estudar em meio ao cenário da crise provocada pela covid-19, que fez com que perdessem a estrutura de estudo oferecida por suas escolas, como observou o El País (20/5). “Estudar a partir de plataformas online não é o mesmo que assistir às aulas presencialmente”, observou o site. O jornal El País citou um levantamento da ONG Casa Fluminense feito com os 5,5 milhões de inscritos no Enem em 2018, em que 42,4% deles (2,3 milhões) não tinham computador em casa. Desses, 89,1% são de escolas públicas; 70,3%, negros e negras; e 64,6%, mulheres.

Por problemas na inscrição, no recebimento do boleto e na confirmação de pagamento, o prazo final de inscrição foi estendido de 22 para 27/5.