Radis Comunicação e Saúde

Fotografia: Raquel Portugal - Icict/Fiocruz.

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Jogos estimulam aprendizados sobre saúde e auxiliam no combate às fake news

Atualizado em 27/07/2020.

Caminhar pelo Campus Fiocruz Manguinhos dentro do Minecraft e ainda conhecer um pouco sobre a história da ciência brasileira e como se prevenir da covid-19. Essa é a ideia do “Fiocraft”, jogo on-line que a Fundação Oswaldo Cruz se prepara para lançar até o fim deste ano no mesmo formato do Minecraft, sucesso no mundo inteiro com 126 milhões de competidores ativos. O Projeto Fiocraft lançará em breve uma versão parcial de seu conteúdo, que inclui um parque especialmente criado para disponibilizar uma série de informações da Fiocruz sobre a prevenção ao Covid-19. A proposta é que os jogadores possam explorar o campus Manguinhos e ao mesmo tempo aprender sobre a história da ciência e da saúde pública.

Já os jogos “Imune” e “Caminhos de Oswaldo”, lançados durante o 5º Simpósio Avançado de Virologia Hermann Schatzmayr em 2019, contribuem na conscientização sobre ciência, vacinação, virologia e medicina tropical. Os protótipos estão em processo de validação e podem ser distribuídos em escolas da rede pública para jovens a partir de 12 anos, explica Venicio Ribeiro, chefe do Setor de Multimeios do Icict.  

“Fiocraft” conta com o centenário Castelo Mourisco aberto para visitação, o mapa poderá ser acessado on-line por meio de um servidor para Minecraft Java Edition. O projeto é uma parceria entre o Icict, que tem um Núcleo de Jogos e Saúde, e o Museu da Vida. A iniciativa teve apoio do edital Ideias Inovadoras, promovido pela Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, em 2018.

Imagem: Reprodução/Youtube.

Brincadeira de cartas

Fotografia: Raquel Portugal - Icict/Fiocruz.

“Imune” é uma disputa de baralho que contêm números e cores com informações sobre diversas viroses, suas formas de transmissão, controle e prevenção, além de pesquisadores e suas descobertas científicas. As cartas verdes referem-se aos vírus transmitidos como picada de mosquito ou mordedura de animal; as azuis são vírus de transmissão via respiratória, como o coronavírus; amarelas se referem à transmissão por águas e alimentos e as vermelhas se relacionam a transmissões de contato entre humanos, fluídos corporais e via sexual.

As cartas curingas são usadas em situações específicas da brincadeira. Com uma delas — com o desenho do rosto de cientistas da Fiocruz — o participante da vez pode escolher a cor que vai continuar a partida; o cartão de bloqueio pode ser usado, por exemplo, em caso de risco, como o compartilhamento de material perfurocortante; aquelas que invertem a ordem do jogo são destinadas às recomendações médicas, como tratar a doença corretamente; e as cartas chamadas de “mais 2” são aquelas consideradas de risco, como não lavar ou cozinhar os alimentos, e obrigam o jogador a somar mais duas cartas.

As cartas conhecidas como “mais 4” são destinadas a quem compartilha notícias falsas e obrigam o jogador a somar mais quatro cartas ao seu baralho. Por fim, a carta bônus vacina só pode ser usada depois de cartas de viroses imunopreveníveis. O vencedor da partida será aquele que ficar com as mãos vazias primeiro. A brincadeira permite de dois a dez jogadores, cada um recebe sete cartas no início do jogo e as partidas duram em média 15 minutos.

Tabuleiro de Oswaldo Cruz

Fotografia: Raquel Portugal - Icict/Fiocruz.

“Caminhos de Oswaldoé um desafio de tabuleiro onde os participantes avançam sobre o mapa do campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. A diversão começa na portaria da Avenida Brasil e termina na saída para a rua Leopoldo Bulhões, no posto de saúde dentro do campus. Ao longo do caminho, os jogadores avançam por prédios que têm a ver com conteúdos ligados a saúde, como: Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Bio-Manguinhos, Museu da Vida, Castelo Mourisco, entre outros.

As rodadas contam com dados que são arremessados ao alto; de acordo com o número tirado, o competidor da vez segue pela quantidade de casas. A cada passo — à frente ou atrás — há vírus, cientistas ou perguntas relacionadas às ciências. As casas de vírus simbolizam voltar uma casa ou deixar de jogar uma rodada; na casa dos prédios, é possível conhecer o que aquele local contribui para a saúde; a casa com o ponto de interrogação são perguntas de verdadeiro ou falso; se cair em uma estrela, o jogador conhece um pesquisador e sua área de atuação. Ganha quem chegar mais rápido ao posto de vacinação. As favelas vizinhas à Fiocruz são contempladas no mapa — as crianças do entorno que visitam o campus e jogam se identificam ao ver suas comunidades no mapa do tabuleiro.

Os jogos foram criados por meio de uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e o Multimeios, do Icict, durante a aula da professora Elba Lemos, chefe do laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses, que compartilhou com seus alunos a preocupação com as notícias espalhadas de forma incorreta. Os alunos desenvolveram o projeto com a finalidade de criar maneiras divertidas de aproximar adolescentes e jovens ao universo científico, especialmente da virologia e da medicina tropical, contribuindo com a interação social e conhecimento sobre temas como vacinas e doenças transmissíveis, explica Thays Coutinho, designer do Icict e participante da criação visual do “Imune” e “Caminhos de Oswaldo”.     

* Estágio supervisionado

Saiba Mais

Multimeios: https://bit.ly/2RZ5fSW

Conheça outros jogos desenvolvidos pelo Multimeios

Quem deixou isso aqui: https://sinitox.icict.fiocruz.br/jogo

Passatempo virtual que mostra os perigos tóxicos ocultos no ambiente doméstico.

Jogo do Acesso Aberto: https://bit.ly/2vBYSMD

Um jogo eletrônico que busca conscientizar sobre a importância do acesso aberto para a saúde.