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Fotografia: Reprodução.

“Pedir a cada cidadão que seja responsável por sua arma é voltar à Idade Média. O Estado Absolutista entendeu que o uso de armas, o uso da força, da violência era função do Estado, e retirou da população esse poder, transferindo-o para um grupo preparado. Podemos criticar se a polícia mata ou não mata, mas é dela a função de Estado de ter armas e proteger a população. Isso não é atribuição de qualquer pessoa da sociedade civil. Os que acham que têm que se armar para enfrentar bandidos — para usar a expressão popular — estão partindo de uma situação ilegal! O papel do Estado é tomar essas armas dos bandidos, dos traficantes. E não armar o outro lado!” Da pesquisadora Maria Cecília Minayo, coordenadora do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Fiocruz), em entrevista concedida ao blog do CEE-Fiocruz (21/11).

 70% dos homicídios no Brasil são cometidos por pessoas que portam armas de fogo. Entre os jovens, esse índice chega a 80%.
 24 vezes maior é o risco de se provocar um acidente tendo-se uma arma em mãos.
 121 mil vidas foram poupadas após o Estatuto do Desarmamento entrar em vigor.
 33.031 novas armas foram registradas por pessoas físicas em 2017. O número é sete vezes maior do que o registrado em 2007 — o que representa um aumento de 744%
 Fontes: Cecília Minayo, IPEA e Instituto Sou da Paz.