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Há pouco mais de 100 anos, uma doença chegou ao Brasil provocando pânico e exigindo mudanças de hábitos. A pandemia de gripe espanhola, como ficou conhecida uma mutação do vírus H1N1, matou dezenas de milhares de pessoas no país e cerca de 50 milhões no mundo. No momento em que a humanidade enfrenta uma nova pandemia, provocada pela covid-19, Lilia Schwarcz e Heloisa Starling recontam a história da gripe espanhola no Brasil no livro “A bailarina da morte” (Cia. Das Letras). Com vasta pesquisa histórica, a obra mostra que as disputas políticas e atitudes negacionistas potencializaram as mortes entre a população, iludida por estatísticas maquiadas e falsas curas milagrosas. “Em um mundo já fragilizado pela Primeira Grande Guerra, a gripe espanhola colocou em evidência a vulnerabilidade humana diante de um novo vírus”, escreveu a respeito da obra Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz.