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Considerado o maior acidente nuclear da história da humanidade, a explosão de um dos reatores da usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, volta a chamar atenção com o lançamento da série homônima na plataforma de compartilhamentos do canal HBO. Dividida em apenas cinco episódios, a minissérie criada por Craig Mazin expõe ao mesmo tempo os bastidores técnicos e políticos das decisões que foram tomadas para conter a onda radioativa que ameaçava toda a Europa, assim como a repercussão da tragédia no cotidiano de quem vivia ao redor da usina. As complicações de saúde e mortes decorrentes da exposição ao material contaminado, a evacuação forçada de residências, o abandono de cidades inteiras e até a execução de animais domésticos que ficaram na zona de exclusão conferem um ar dramático a Chernobyl, uma reconstituição do que se seguiu ao acidente, baseada em parte nos relatos compilados pela escritora bielorrussa Svetlana Alexiévitch no livro “Vozes de Tchernóbil”, escrito em 1997 e lançado no Brasil em 2016. Para além do impacto dramático que possam causar, série e livro são importantes pontos de partida para discussões sobre o impacto das decisões políticas no ambiente, na saúde e na vida dos indivíduos, seja na escolha do modelo energético adotado por um país, seja na capacidade de prestar assistência às vítimas de um vazamento nuclear, seja na administração de uma crise sanitária que segue uma tragédia.