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Na celebração dos 40 anos de Radis, conheça histórias de leitores e leitoras que transformaram a revista em companhia cotidiana

Na primeira vez que Leiliane deparou-se com Radis, era ainda adolescente, em Juazeiro do Norte, interior do Ceará, e sonhava em ser dentista. Nas páginas da revista, ela se sensibilizou para a realidade de que não há saúde plena para a população sem enfrentar as iniquidades. Já Pergentino conheceu Radis nas atividades do Centro Acadêmico, durante a faculdade na Universidade Federal do Ceará (UFC), e hoje compartilha a leitura da revista com alunos de escolas públicas que visitam seu consultório. Em Camaragibe, na região metropolitana do Recife, Fátima sorri toda vez que a revista chega: é mais uma para a sua coleção, que ela guarda com todo o carinho depois de ler sobre temas que atravessam seu cotidiano de trabalho.

Amador divide a profissão de agente dos Correios com o ofício de escritor, em Contagem, Minas Gerais: leitor assíduo de Radis, ele encontra nas páginas da revista inspiração para refletir sobre temas da contemporaneidade. Psicóloga da Prefeitura do Recife, Geórgia colhe nas reportagens produzidas mensalmente material para se atualizar sobre questões que envolvem saúde mental, racismo, aids e a importância do SUS. Essas são algumas das histórias de leitores e leitoras de Radis que transformaram a revista em companhia cotidiana: no trabalho, na sala de aula, em casa, no transporte público, na praia. São relatos que mostram a diversidade de profissões, regiões e olhares dos que recebem a revista. E são os leitores e leitoras que dão sentido ao nosso trabalho e nos fazem companhia quando pensamos as pautas, vamos às ruas ao encontro da realidade e produzimos as reportagens que você lê todos os meses.

Geórgia Araújo, psicóloga, Recife (PE)

“Parabenizando a Radis pelos seus 40 anos, gostaria de agradecer e dizer que a revista mantém conteúdo crítico e de qualidade, que me ajuda na vida pessoal e profissional.

Sou psicóloga da Prefeitura do Recife e atendo também em consultório particular. O conteúdo da revista me ajuda com informações para trabalhos em grupo e também nos atendimentos individuais. Questões sobre saúde mental, racismo, aids, a importância do SUS, o enfrentamento da pandemia e tantos outros são fundamentais para a minha prática. Ainda gostaria de acrescentar as temáticas trabalhadas sobre o abuso de drogas, sobre as questões LGBTQI+, que vocês trabalham muito bem.

Em relação ao futuro, gostaria que a Radis pudesse tratar mais sobre: a epidemia silenciosa de sífilis, que atinge mães e recém-nascidos; a falta de centros dia (públicos) com atividades para idosos e para jovens e adultos portadores de deficiência mental; a análise bioenergética (psicoterapia corporal), que atende pessoas tanto no serviço público quanto privado (trabalho com isso).

Por último, alguma temática que fale sobre esperança, num Brasil destroçado pelo ódio e pela fome.”

Amador Madalena Maia, agente de Correios e escritor, Contagem (MG)

“Estou muito feliz com os 40 anos de publicação da revista Radis. São conteúdos diversificados e atuais que me ajudam a me manter atualizado. Os comentários que eu enviei foram publicados e as dúvidas que eu tive foram respondidas. Parabéns à Radis pelos 40 anos e que vocês continuem sendo um sucesso. A minha sugestão é que as novas publicações abordem mais acerca das profissões do futuro e profissões que estão em extinção para evitar que as pessoas se formem em áreas nas quais não conseguirão atuar.”

Inês Leoneza, enfermeira e professora, Volta Redonda (RJ)

“Ao ler a chamada comemorativa dos 40 anos da Radis fiquei estimulada a dizer o que essa revista significa para mim, meus alunos e colegas de profissão. Utilizo há décadas nas minhas aulas de graduação e pós-graduação! Excelentes conteúdos, posição firme em defesa do SUS universal, público, integral e muita valorização dos profissionais de saúde. Gratidão!”

Letícia Prazeres, biomédica, Nazaré (BA)

“Radis traz consigo uma bagagem de informações não apenas para o profissional da saúde, mas também para a população que carece de esclarecimento. Meu primeiro contato com a revista foi há muito tempo.

Como profissional da saúde, mais especificamente em um período de pandemia, foi possível ter acesso a informações mais seguras quanto às vacinas e aos serviços prestados por parte dos profissionais da saúde.

Futuramente desejo que a Radis continue informando seus leitores, esclarecendo e desfazendo as falsas notícias, trazendo novidades sobre os serviços de saúde, englobando diversos profissionais e áreas de atuação.”

Fátima Barbosa, socióloga e mosaicista nas horas vagas, Camaragibe (PE), região metropolitana do Recife

“Conheci a Radis em 2013 quando comecei a trabalhar como técnica de Vigilância Socioassistencial na Secretaria de Assistência Social do meu Pernambuco. Desde então recebo todas as edições.

Radis contribui na minha atuação profissional, por meio dos temas diversos com recorte de raça, cor, orientação sexual. São produções que mostram a pobreza para além da renda monetária, da fome à falta d’água, entre outros.

Durante a pandemia de covid-19, trouxe temas relevantes sobre a doença, sobre as vacinas, bem como sobre os impactos sociais. Mas a Radis também contribui em minha vida pessoal todas as vezes que aborda tristeza, ansiedade, depressão e saúde mental.”

Pergentino Neto, dentista na Unidade Básica de Saúde (UBS) Antônio Leocádio Sampaio, em Marco (CE)

“Formei na Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem (FFOE - UFC) e, na posição de aluno de uma universidade pública, aprendi a valorizar o SUS. Também foi na faculdade que conheci a proposta da revista Radis nas reuniões do Centro Acadêmico e me encantei pela abordagem da revista. Entrei na fila para me tornar assinante.

A revista cumpre um papel relevante ao dar voz a pautas que são silenciadas na sociedade brasileira. Mesmo vivenciando a realidade de morar em uma pequena cidade, me surpreendo com algumas histórias e situações que são trazidas nas matérias da revista.

Mesmo não tendo seguido a carreira acadêmica, me sinto bem entusiasmado em compartilhar conhecimentos e vivências com pacientes e alunos da rede municipal e estadual de ensino. No consultório odontológico da unidade, sempre tenho a oportunidade de receber alunos da Escola Profissionalizante. Nessa foto, o aluno do curso técnico em Enfermagem e eu estávamos lendo a reportagem principal da revista e debatendo acerca do acesso ao SUS por populações em situação de rua, a partir da atuação do Padre Julio Lancellotti.

Espero que a revista continue abordando temas silenciados pela grande mídia e dando voz para a população. Refletir sobre as múltiplas realidades do Brasil durante a formação profissional faz grande diferença e a Fiocruz, através de Radis, fornece um arsenal teórico e informativo para fomentar essa discussão.”

Aldair Moreira da Costa Mota, enfermeiro do Centro Cirúrgico, Euclides da Cunha (BA)

“Radis é uma revista que mostra a realidade atual de saúde do nosso país. As diferenças e as dificuldades enfrentadas pela sociedade brasileira de um modo geral. Seus conteúdos me ajudam bastante no meu dia a dia como profissional da área de saúde.”

Leiliane Gonçalves, estudante de Odontologia, Juazeiro do Norte (CE)

“Conheci a Radis ainda na minha pré-adolescência, enquanto decidia a minha futura profissão. Pensava em ser dentista. A edição 182 de 2017, “Nenhum sorriso a menos”, que retratava a saúde bucal no Brasil do SUS me sensibilizou quanto à essa questão e, nos meus estudos para o Enem, as matérias da revista eram minha principal fonte de atualidades para as redações. Apresentei a Radis ao meu professor, que passou a utilizá-la também nas aulas como referência.

Hoje estou no final da Faculdade de Odontologia e tenho orgulho de dizer que cresci com a Radis, que a profissional que estou me tornando tem em mente que a realidade de que ‘as bocas de nossa gente refletem nossas iniquidades’ precisa ser mudada, e de que estou aqui para isso.

Que a Radis do futuro continue edificando pessoas, formando opiniões e crescendo com os seus leitores.”

Eva Lucia, enfermeira aposentada, Manhuaçu (MG)

“Sou enfermeira, agora aposentada. Conheço a Radis há mais de 10 anos. Ela contribuiu com o meu aprendizado e qualificação na área de saúde. Desejo ver na Radis futuramente políticas voltadas para a saúde das pessoas em situações de rua.”

Janise Frees, psicóloga, Itajaí (SC)

“Conheci a revista Radis na época de graduação organizando um VerSUS com meus colegas. Desde então recebo, leio e uso para conhecimento e informação pessoal e para o trabalho, nos grupos terapêuticos, assembleias, como tema gerador de discussão nas salas de espera.”

Fátima Martins, pedagoga aposentada, Belo Horizonte (MG)

“Sou pedagoga aposentada e atualmente criadora de cavalos junto com meu esposo. Somos de Belo Horizonte.

Adoro essa revista. Conteúdos excelentes e esclarecedores.”

Josimeire Carvalho, assistente social e educadora popular, Feira de Santana (BA)

“Minha relação de afeto e aprendizagem com a revista Radis já tem quase dez anos. Foi em 2014 quando comecei a colaborar com uma senhora idosa que desenvolvia um trabalho com crianças e jovens de um centro espírita numa comunidade periférica de Feira de Santana (BA). Minha filha era uma dessas crianças, e percebemos que era necessário também realizar um trabalho com os pais e familiares desses jovens. Assim, conjuntamente com uma amiga psicóloga, criamos e executamos por dois anos o Projeto ‘Família Seara de Transformação’, na nossa comunidade, para os jovens e suas famílias. O projeto foi finalizado em 2016. Contudo, continuei recebendo a revista e utilizando na minha prática profissional. Como assistente social e educadora popular, lidamos com vários aspectos da vida cotidiana dos jovens e da sociedade. Considero bastante positiva a leitura e a disseminação dos conteúdos da revista, que proporciona muitos aprendizados; após a leitura, repasso para uma biblioteca comunitária para que outras pessoas tenham acesso a esse conhecimento. A Radis permeia meus estudos, minha vida acadêmica e profissional, em que compartilho e socializo trechos importantes condizentes com meus estudos. Portanto, espero que ela continue firme e forte contribuindo para a formação das pessoas, fomentando esperanças e sonhos!

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