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Celebrado desde 2004, o dia 29 de janeiro marca o Dia da Visibilidade Trans. Há 22 anos, ativistas da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (ANTRA) e lideranças trans ocuparam o Congresso Nacional e lançaram, em parceria com o Ministério da Saúde, a campanha “Travesti e Respeito”, marco na luta por reconhecimento e direitos dessa população no Brasil.

A visibilidade chama atenção para que esta população tenha seus direitos garantidos e respeitados, como o acesso à saúde, o uso do nome social, a garantia de emprego e, principalmente, o direito de existir. O Brasil ainda é o país que mais mata pessoas trans no mundo. Segundo dados do dossiê de 2025 da ANTRA, foram 122 mortes no país, especialmente entre os mais pobres, população negra e mulheres trans e travestis, além de uma considerável perseguição a lideranças e ativistas do movimento.  Radis traz aqui algumas frases marcantes de pessoas trans que participaram de nossas reportagens falando sobre suas lutas, desejos e percepções de vida, ao longo de algumas edições.

Existência respeitada

“A gente quer que o corpo da pessoa trans seja respeitado, um corpo que sempre existiu e sempre esteve presente na natureza, mesmo que com outros nomes”

Sophie Nouveau, ativista trans e enfermeira, em entrevista ao repórter Adriano De Lavor durante a 17ª Conferência Nacional de Saúde (2023), na matéria “Pessoas LGBTs no Brasil já nascem condenadas” da Radis 251, de agosto de 2023

Envelhecimento

O envelhecimento da população LGBTQIAPN+ foi tema da reportagem de capa da Radis 273 (julho de 2025), de Adriano De Lavor. Téo Pereira da Silva, um homem trans de Linhares (ES), e Jéssica Jordão, uma mulher trans do Rio de Janeiro, falaram sobre suas vivências, dificuldades e acesso à saúde. Téo contou que sempre recorreu ao SUS e viu melhora no acolhimento ao longo dos anos. Ativista da saúde, ele reconheceu que ainda há preconceito de alguns profissionais, especialmente em relação a exames. Já Jéssica contou sobre as dificuldades que vivenciou de acessar o mercado de trabalho.

Envelhecimento LGBT+ - Diversidade demanda dos serviços de saúde cuidados específicos para pessoas com mais de 60 anos (— Nossa capa: foto de Rafael Medina.)

“Eu apanhei muito, sofri muito. Minha mãe me expulsou de casa aos 14 anos”

Téo, 70 anos

— Foto: acervo pessoal.

“Antes não me deixavam fazer exame de próstata, alegando que eu não era homem; por outro lado, nunca me disseram para fazer uma mamografia. E agora estou eu aqui, com 60 anos, com esse caroço no seio”

Jéssica, 60 anos

— Foto: Eduardo de Oliveira.

Pessoas trans na ditadura

Yeda Brown foi obrigada pelo pai a servir o Exército durante a ditadura militar. Pouco tempo depois, iniciou seu processo de transição e se tornou uma travesti muito famosa naquele período, inclusive com carreira internacional. Yeda contou sua história na reportagem “Diversidade Desprotegida” (Radis 261, junho de 2024), de Adriano De Lavor.

“Já havia uma mulher dentro de mim”

Yeda Brown

Yeda Brown, em uma foto da juventude: ditadura não permitia a mesma liberdade do palco para as pessoas trans na vida diária

Trans na segurança pública

A reportagem “Farda fora do armário”, assinada por Luiz Felipe Stevanim, na Radis 199 (abril de 2019), mostrou pessoas LGBTQIAPN+ que atuam como profissionais de segurança pública e enfrentam preconceitos em uma área ainda muito resistente à diversidade.

“Atualmente meu maior objetivo é conquistar respeito para pessoas como eu, e se hoje eu consigo ocupar esse cargo é porque outros como eu lutaram para que tivéssemos a chance de ser inseridos no mercado de trabalho”

Henrique Lunardi, policial militar de São Paulo e homem trans

Foto: Neto Lucon.

Histórias de vida

Helena, Barbara, Patrick, Hanna, Layla, Biancka e Kakau contaram um pouco de suas histórias e da luta por reconhecimento de direitos na reportagem “Histórias em Transição” (Radis 164, maio de 2016), de Bruno Dominguez. Foi a primeira vez que uma pessoa trans, a estudante de medicina à época Helena de Souza, estampou a capa de Radis, com um título simbólico: “Identidade trans”.

“Não respeitar o nome social é uma das maneiras de discriminar, mas a maior delas é negar emprego”

Barbara Aires, ativista e mulher trans

Foto: Eduardo de Oliveira.

“Muito legal é ser quem você sempre quis ser”

Helena de Souza, mulher trans

Foto: Eduardo de Oliveira.
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