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“Não lembro de outro filme que tenha me causado tal impacto ao abordar essa temática. ‘Ainda Estou Aqui’ conseguiu traduzir para o mundo que a ditadura militar brasileira foi um instrumento de promoção da desumanização, tal qual foi o nazismo alemão. Mais do que isso, os sobreviventes da ditadura militar, por meio de sua luta, sobrevivência e experiência, dialogam com o mundo, denunciando investidas totalitárias e projetos políticos autoritários que insistem em querer sequestrar nosso futuro.”

Fernando Domingos (12/11/2024, Brasil de Fato Paraíba

Leia: https://bit.ly/AindaEstouAquiBFPB)


2

“Após a prisão de Rubens, a filha Eliana, de 15 anos, e Eunice são levadas para depor 1 dia após Rubens ser preso. Era dia 21 de janeiro de 1971. O dia que também seria o da morte de Rubens Paiva. Enquanto encarcerada, as cenas de Eunice são incrivelmente intensas e dolorosas. A dor da incerteza, o medo da morte, a ausência total da mais simples forma de justiça. Tudo isso vemos no corpo, no rosto e nos movimentos de Fernanda Torres. O ritmo às vezes lento do filme é um artifício necessário para conseguirmos digerir — ou pelo menos lidar — com tudo que nos é mostrado. Em certo momento, Eunice nos fala: ‘A tática do desaparecimento é a mais cruel, eles somem com uma pessoa e trazem sofrimento sem fim para todos que a amam.’”

Tais Zago (15/11/2024, Café História

Leia: bit.ly/AindaEstouAquiCH


3

“O filme Ainda Estou Aqui se destaca não apenas como uma obra cinematográfica emocionante, mas também como uma janela sensível para um tema urgente: o impacto da demência, especialmente da doença de Alzheimer, na vida de pacientes e familiares. Em um país como o Brasil, onde o envelhecimento da população cresce a cada ano, filmes que abordam questões como a perda de autonomia, o esquecimento e o apagamento progressivo da identidade são fundamentais para abrir espaço para o debate e, principalmente, para a conscientização sobre os cuidados e o respeito que os idosos merecem.”

Cristiane Beckert (7/11/2024, Mancini Psiquiatria

Leia em: https://bit.ly/AindaEstouAquiMP)


4

“A condição de exílio em ‘Ainda Estou Aqui’ se manifesta como uma metáfora para a situação de milhões de pessoas no mundo contemporâneo, forçadas a deixar suas casas em busca de segurança ou melhores oportunidades. Salles não se limita a uma abordagem apenas crítica; ele adota uma perspectiva humanista, onde o exílio é também uma oportunidade para redescobrir a própria identidade. Há, aqui, um paralelo com ‘Nomadland’ (2020) de Chloé Zhao, que também retrata personagens que vivem à margem da sociedade, mas encontram na estrada um espaço de liberdade e reconstrução pessoal.”

Hebert Neri (2/9/2024, Observatório do Cinema

Leia em: https://bit.ly/AindaEstouAquiOC)


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“Se em Central do Brasil a carga melodramática se impunha e as lágrimas saltavam com facilidade, Ainda Estou Aqui atravessa mais de duas horas deixando o espectador com um nó na garganta, entre a revolta por causa da violência e a admiração pela postura combativa de Eunice. Em tempos de exaltação feminista, não custa lembrar que ela seria uma das tantas mulheres de imenso potencial que, devido ao sistema machista, terminaria escondida no lar se não fosse a reviravolta detonada pela ditadura.”

Dirceu Alves Jr. (27/10/2024, Brazil Journal

Leia em: bit.ly/AindaEstouAquiBJ

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