No segundo semestre de 2025, Raquel Campanharo Aguiar, advogada, de 43 anos, enfrentou um período desafiador, enquanto sua mãe estava internada por cinco meses. Durante esse intervalo, ganhou 12 quilos, passando de 80 kg para 92 kg, com altura de 1,57 m. A relação com o peso, segundo ela, sempre foi marcada por dificuldades. Aos 18 anos, após ganhar alguns quilos, foi levada pela mãe a um médico com o objetivo de emagrecer. Na época, pesava 55 kg e chegou a atingir 47 kg.
“Minha mãe era muito gordofóbica. Ela me levou em um médico que passou sibutramina. Nem gorda eu estava. Sendo que depois eu tive episódios graves de depressão e não sabia o porquê. Era o uso do remédio para emagrecer que fazia o meu transtorno afetivo bipolar piorar”, conta. Ela não sabia dessa condição de saúde. O diagnóstico só chegou há três anos.
Após a morte da mãe, procurou um endocrinologista em Belo Horizonte, onde mora. Antes, já escutava da ginecologista que todos os sintomas que relatava eram por causa da obesidade. A menstruação estava irregular há alguns meses e a médica justificava que era porque Raquel estava gorda, sem ao menos investigar. “Ela me chamava de gorda, ridícula, que eu tinha que fazer academia, me cuidar. Esse tipo de coisa. Saí chorando da última vez que fui lá”, relembra as violências verbais sofridas em entrevista online à Radis [Leia matéria sobre gaslighting médico na Radis 274].
Nesta reportagem, você vai conhecer pessoas que fazem uso de drogas antiobesidade, as famosas “canetas emagrecedoras”, depois de um longo percurso na tentativa de perda de peso. E vai entender as indicações clínicas e os riscos deste tipo de uso.
Pressão estética
No final do ano passado, o endocrinologista prescreveu Ozempic (semaglutida) à Raquel, para ajudar na obesidade e na resistência à insulina. Ela fez uso por um mês e conseguiu perder 8 kg, mas o valor se tornou alto — cerca de 1.110 reais para quatro doses, uma por semana.
Foi quando o ex-marido disse que a irmã iria para o Paraguai e poderia trazer os produtos de lá. A ex-cunhada trouxe tizerpatida, popularmente conhecida como Mounjaro. Ela achou que valeria a pena, por custar 700 reais. Usou por um mês.
O namorado da época, que fazia comentários depreciativos em relação ao tamanho da barriga da companheira, pediu para a filha que cursava medicina no Paraguai trazer outro tipo de “caneta emagrecedora” para Raquel usar.
Após dois meses com a medicação paraguaia, a advogada avalia: “Não tirou a minha fome, me deu urticária na barriga. Cada vez que aplicava, era um calombo gigantesco vermelho no local. Foi a mesma coisa que jogar o meu dinheiro fora”, lembra. Nesse período, ganhou peso de novo.
“A indicação para fins de emagrecimento é para pacientes com obesidade (Índice de Massa Corporal ou IMC acima de 30 kg/m²), independente da presença de doenças associadas; ou para pacientes com sobrepeso (IMC acima de 27 kg/m²), desde que tenham alguma comorbidade associada ao excesso de peso, como gordura no fígado, hipertensão, diabetes”, explica a médica Mylena Medeiros, endocrinologista pela Universidade de São Paulo (USP).
Além disso, essas medicações também têm aprovação para o tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (a forma mais comum no adulto, associada à predisposição genética e a hábitos de vida não saudáveis).
Mylena menciona que as “canetas” são indicadas para ajudar no emagrecimento do paciente com diabetes e na sua proteção cardiovascular, podendo ser usadas isoladamente ou em associação a outros agentes antidiabéticos, a depender do grau de descontrole glicêmico do paciente. “Como essas medicações são muito potentes, elas podem retardar ou evitar a indicação do tratamento com insulina, que é mais agressivo e temido por muitos pacientes”, afirma.
A médica explica que por ser uma doença crônica que precisa de tratamento constante, o reganho de peso faz parte do processo de emagrecimento. “Seja apenas com uma dieta com déficit calórico, com uso de medicamentos ou até depois de cirurgia bariátrica. O efeito rebote faz parte de quem busca emagrecer. A luta pela manutenção de peso perdido é eterna”, explica a também preceptora da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.
A endocrinologista faz um alerta: “Temos que ter cuidado para não culpabilizar a pessoa que faz uso de medicação com prescrição médica. Dependendo do caso, a gente não tem prazo para suspender fármacos contra obesidade, porque é uma doença crônica que tende a recorrer”, diz. Diante disso, ela afirma que é importante alinhar expectativas com o paciente sobre o tratamento, que é a longo prazo.
Sem semaglutida
Emagrecer é um processo complexo que envolve mais do que determinação e acesso a uma “caneta emagrecedora”: está relacionado à má qualidade no sono e na alimentação; à dificuldade de acesso a alimentos naturais; fácil acesso aos ultraprocessados; à sobrecarga na rotina e também à dificuldade de conseguir praticar exercícios físicos com regularidade, entre outros fatores.
Em agosto de 2025, o Comitê de Medicamentos da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), órgão do Ministério da Saúde que avalia quais medicamentos, procedimentos e exames devem ou não ser oferecidos pelo SUS, não recomendou a incorporação da semaglutida (Ozempic/Wegovy) para o tratamento de pacientes com obesidade grau 2 e 3, sem diabetes, com idade a partir de 45 anos e com doença cardiovascular estabelecida.
O Comitê considerou elevado o custo para o sistema público (entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7 bilhões em cinco anos), as incertezas de tempo de uso da tecnologia e a necessidade de implementação de ações integradas no cuidado do paciente com obesidade, visto que as evidências indicam a necessidade de associar o uso de medicação com outras estratégias.
“Quanto à segurança, os pacientes tratados com semaglutida apresentaram uma menor ocorrência de eventos adversos graves, especialmente cardíacos. Contudo, foi registrada entre eles uma maior taxa de descontinuidade de uso do medicamento avaliado devido a eventos adversos gastrointestinais”, afirma o relatório.
A endocrinologista Mylena lembra que a obesidade é uma doença crônica, progressiva, que pode voltar; e é associada ao aumento de risco cardiometabólico, incidência de diversos tipos de cânceres, sobrecarga de todos os sistemas do corpo e redução da expectativa de vida.
“É uma questão de saúde pública, quando a gente considera que a principal causa de mortalidade na nossa população são as doenças crônicas não transmissíveis, que estão muito vinculadas ao excesso de gordura corporal”, afirma.
Para a preceptora universitária, é necessário que as políticas públicas invistam em mudança de estilo de vida, acesso à alimentação balanceada, estímulo à prática de exercício físico, mas também em uma maior acessibilidade ao tratamento farmacológico e cirúrgico, quando necessário.

Como funcionam
Esses medicamentos (semaglutida e liraglutida) imitam a ação do hormônio intestinal GLP-1, responsável por enviar sinais de saciedade a regiões cerebrais que controlam a fome e potencializam a secreção de insulina após as refeições. Como resultado, a pessoa tende a sentir menos apetite, ingerir menos alimentos e, ao longo do tempo, perder peso e melhorar os níveis glicêmicos.
Além disso, as chamadas “canetas emagrecedoras” também retardam o esvaziamento do estômago, trazendo a sensação de saciedade precoce, com menos volume de alimento ingerido.
No caso da tirzepatida, comercializada como Mounjaro, em vez de agir apenas sobre o GLP-1, atua em dois hormônios ao mesmo tempo — o GLP-1 e o GIP. Na prática, isso significa que a tirzepatida reduz o apetite de forma mais intensa; também melhora o controle da glicose no sangue e pode levar a uma perda de peso maior em comparação com medicamentos mais antigos.
“Essas novas medicações têm benefícios que vão além do controle do peso e do açúcar no sangue. O Mounjaro (tirzepatida), por exemplo, foi aprovado para tratamento da apneia do sono, que é uma comorbidade comum em pessoas obesas, e que sabidamente os coloca sob maior risco cardiovascular”, explica Mylena.
Já a semaglutida (Ozempic/Wegovy), de acordo com a médica, foi aprovada para tratamento da inflamação do fígado, causada pelo depósito de gordura no órgão. “Podemos prescrevê-la para tratar aqueles pacientes cujo fígado já está evoluindo para fibrose por doença gordurosa”, menciona.
Raquel considera que ser mulher se torna um dificultador para a perda de peso. “A gente fica acumulando muitas funções e acaba não tendo tempo para a gente”, diz. Durante a pandemia de covid-19, conseguiu manter uma dieta mais regrada, porque ficava mais tempo em casa, mas hoje o processo tem sido mais difícil. Ela vive com a filha de 9 anos. Sua rede de apoio é uma tia, que mora próximo, e fica com a menina, quando Raquel precisa sair para trabalhar.
A advogada pretende continuar o tratamento que o endocrinologista prescreveu, sem recorrer aos produtos paraguaios, dividindo o valor em até cinco parcelas no cartão de crédito. Quando questionada se percebe a filha preocupada com o peso, Raquel diz que ela tem um pensamento diferente. “Essa geração tem um olhar diferenciado, até porque estudam sobre bullying na escola. Quando falo mal da minha aparência, ela rebate dizendo que eu estou linda”, conta.
Vergonha de usar
Por causa de um tratamento de adenomiose [condição ginecológica que afeta a parede muscular do útero] iniciado em 2021, Maria* [nome fictício], 36, teve um grande ganho de peso. Além do aumento da glicose, também houve alterações hormonais. Em um ano, engordou 20 kg, chegando a pesar 84 kg, com 1,55 m.
“Eu não tenho necessariamente problemas em estar mais gorda. O meu problema está no fato de não conseguir me reconhecer, porque foi um aumento muito grande em um espaço muito pequeno. Não tive tempo de me acostumar com meu novo corpo. Eu tinha perdido todas as minhas roupas. A gente estava no contexto da pandemia. Foi bem caótico”, lembra.
Ela conta que estava com uma alimentação balanceada, mas não conseguia controlar o peso. A designer gráfica tinha perdido clientes, dinheiro, pessoas próximas, o que potencializou todo o processo de adoecimento.
Sua endocrinologista sugeriu o Saxenda (liraglutida) por três meses, quando perdeu 4 kg. “Eu me sentia enjoada, cansada o tempo inteiro, porque você não se alimenta, aí você fica com a energia baixíssima”, recorda. Por causa das crises de ansiedade, Maria* também buscou ajuda psiquiátrica, após indicação da psicóloga. Depois veio a sugestão de troca para o Ozempic (semaglutida). Com a nova medicação, perdeu 10 kg.
Ela diz que os efeitos colaterais eram piores que os do Saxenda. “Era horrível. Eu vomitava, não conseguia colocar nada na boca. Depois de algumas semanas, aí você vai se adaptando e começa a tomar normal”, conta. Também estava sendo acompanhada por uma nutricionista. Em um ano e três meses, apesar de todos os efeitos colaterais e da vontade de desistir do tratamento, conseguiu voltar ao seu peso de costume.
Em 2024, com o acompanhamento mais próximo do psiquiatra, ela se percebeu ganhando peso de novo, chegando aos 76 kg. O psiquiatra indicou novamente o uso das drogas antiobesidade, mas Maria* tem resistido, tanto pelo alto custo quanto pelo possível julgamento das pessoas próximas.
“Sentia vergonha de ter precisado usar as ‘canetas’ para emagrecer, porque todas as vezes que eu fiquei com sobrepeso, eu ia fazer exercício e era isso”, lembra. Mas a alimentação equilibrada e a prática de exercícios não estavam sendo suficientes.
O maior constrangimento para Maria* é se sentir incapaz de emagrecer sozinha. “É quase um atestado de incapacidade, apesar de eu entender que não é bem assim”, reflete. Também começou a ficar preocupada com o possível questionamento de pessoas próximas em relação a ela emagrecer e precisar justificar que está utilizando drogas antiobesidade sem estar com diabetes ou obesa. Hoje ela pesa 70 kg e está com sobrepeso.
“Eu andava 5 km por dia de bicicleta, cinco vezes por semana e não emagrecia. E aí eu me senti muito constrangida. Especialmente, porque tem a tiração de onda, da galera. Se você emagrece, a galera já olha e fala: ‘Ah, tá na caneta’.” A sugestão mais recente que recebeu dos profissionais que a acompanham é para o Mounjaro (tizerpatida).
Além da ansiedade, Maria* tem episódios de compulsão alimentar, o que a deixa envergonhada, frustrada consigo própria. Quando está mais ansiosa, come a ponto de se sentir cheia, vomitar e depois comer de novo.
“Eu quero pesar 65 kg e saber que a minha cabeça está boa o suficiente para que eu não tenha essa preocupação constante: ‘será que vou ter um novo episódio de compulsão?’” Maria* continua sendo acompanhada por profissionais especializados: psiquiatra e psicóloga.

Interações medicamentosas
Mylena alerta que até o momento “não existe evidência científica de que as drogas antiobesidade são um tratamento formal para o transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP) e, por isso, não devemos generalizar seu uso especificamente para esse fim. A única medicação aprovada para o tratamento desse transtorno é a lisdexanfetamina, se o paciente não tiver contraindicação”, afirma.
No caso das “canetas emagrecedoras”, a médica explica que apesar de elas agirem tanto na sensação física da fome (apetite homeostático) quanto no comer por prazer (apetite hedônico), devido à falta de ensaios clínicos robustos, ainda não estão aprovadas em bula para tratar o TCAP.
“Caso o profissional opte por iniciar o uso das canetas com essa finalidade em pacientes que não preencham outros critérios para o seu uso, a pessoa deve estar ciente que essa prescrição é off-label, ou seja, não prevista em bula”, alerta.
Quando o paciente já chega à consulta com determinados diagnósticos psiquiátricos, como transtorno depressivo maior ou transtorno afetivo bipolar, principalmente se está em uso de múltiplas medicações controladas, a endocrinologista ressalta que se deve ter cautela quanto à prescrição de drogas antiobesidade que podem interagir com os fármacos e descompensar os transtornos psiquiátricos de base.
“Muitas vezes é importante haver comunicação do endocrinologista com o psiquiatra para avaliar se é possível, se o paciente está compensado do transtorno psiquiátrico, ou se o psiquiatra gostaria de fazer ajuste de dose dos remédios vigentes antes de ser prescrita a medicação antiobesidade”, adverte. Ela reforça a importância de seguir com o acompanhamento psicológico e psiquiátrico durante todo o tratamento.
A endocrinologista afirma que, até o momento, não há evidência consistente de que agonistas de GLP-1 ou a tirzepatida estejam associados à piora de quadros psiquiátricos ou alterações negativas do humor, sendo considerados seguros nesse contexto, apesar da necessidade de vigilância clínica em populações de maior risco.
Contraindicações
Mylena Medeiros alerta que medicamentos análogos de GLP-1 (semaglutida, liraglutida) e o agonista dual de GLP-1 e GIP (tirzepatida) são formalmente contraindicados para pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer medular de tireoide.
Além disso, a endocrinologista ressalta que o emagrecimento com essas medicações não deve ocorrer às custas de efeitos que impeçam o paciente de se alimentar, como aconteceu com Raquel e Maria*. De acordo com ela, os remédios atuam no centro da fome, regulando o apetite e reduzindo impulsos alimentares, promovendo uma perda de peso saudável — e não baseada em mal-estar ou restrição extrema.
A médica destaca ainda que o tratamento deve ser individualizado, com ajuste progressivo das doses, conforme a tolerância de cada paciente, e não apenas seguindo rigorosamente a bula. Reforça a importância de manter a prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de proteínas, e acompanhamento nutricional durante todo o processo.
Riscos
A disseminação dos efeitos do emagrecimento por essas “canetas” nas mídias sociais e a falsificação dos produtos aumentou a utilização dessas medicações por pessoas com peso saudável. Entre os efeitos colaterais estão a perda excessiva de massa muscular, além da gordura; deficiências nutricionais devido à ingestão insuficiente de alimentos; desidratação por vômitos incontroláveis ou diarreia persistentes; queda de pressão arterial e mal-estar; recuperação rápida do peso após a interrupção do medicamento.
Em casos menos comuns, mas mais graves, já foram relatados: inflamação do pâncreas; problemas na vesícula biliar, incluindo cálculos e inflamação; obstrução intestinal ou atraso do esvaziamento gástrico; lesão renal relacionada à desidratação intensa e hipoglicemia, especialmente quando combinados com outros medicamentos para diabetes.
Efeitos adversos
No final de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou a implantação do Plano de Ação de Farmacovigilância Ativa de Medicamentos da Classe dos Agonistas do GLP-1. A medida busca ampliar a vigilância sobre produtos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, que vêm registrando forte crescimento de uso no Brasil, tanto para o tratamento de diabetes tipo 2 quanto para obesidade.
Para o início da implantação do plano de monitoramento, a Anvisa reuniu cerca de 120 representantes de hospitais e serviços de saúde. O objetivo é envolver essas instituições na identificação e investigação qualificada de eventos adversos. O plano será implementado como projeto-piloto em hospitais da Rede Sentinela, hospitais universitários federais da Rede HUBrasil e outras instituições interessadas, considerando capacidade assistencial e experiência em vigilância e segurança do paciente.
Entre as próximas etapas estão: a formalização da adesão dos hospitais participantes, a pactuação de responsabilidades técnicas e o início do monitoramento ativo dos medicamentos, abrangendo produtos registrados, manipulados e situações de suspeita de falsificação.
Primeira “caneta emagrecedora” nacional
Já no final de maio, a Anvisa aprovou o registro do Ozivy, primeira “caneta” de semaglutida sintética produzida no Brasil com o mesmo princípio ativo do Ozempic, indicada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. Desenvolvida pela EMS, a medicação passou por avaliação de eficácia, segurança e qualidade e chega ao mercado após o vencimento da patente da semaglutida no país.
Ainda não há uma data definida para o início das vendas. Após o registro sanitário, o produto depende da aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e a decisão sobre quando lançá-lo comercialmente cabe à fabricante. Para ser disponibilizado no SUS, o medicamento precisa passar por análise da Conitec e receber aprovação do Ministério da Saúde. A Anvisa destaca que nem todos os medicamentos registrados chegam a ser incorporados à rede pública.
Pancreatite
- Entre 2018 e 2025, a Anvisa recebeu 2.436 notificações de eventos adversos relacionados a esses medicamentos e investiga 65 mortes suspeitas associadas ao seu uso.
- A Anvisa também apura 145 suspeitas de pancreatite relacionadas às medicações, incluindo seis mortes; considerando dados de pesquisas clínicas, o número de casos chega a 225.
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