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Em 40 anos de existência, o Programa Radis de Comunicação e Saúde esteve presente em oito conferências nacionais de saúde — e em muitas etapas municipais e estaduais preparatórias pelo país. A cada quatro anos deslocamos toda nossa equipe para Brasília para acompanhar salas, corredores e bastidores do maior evento do controle social brasileiro na missão de sintetizar toda a riqueza do debate sobre os rumos do SUS.

A Oitava definiria os princípios do Sistema Único de Saúde, e o Radis estava lá para registrar, quando ainda não havia internet e redes sociais. “A Oitava Conferência tornou-se uma pré-Constituinte da Saúde”, anunciou a Tema nas páginas de seu número 7.

Foto: Eduardo de Oliveira.

A Nona, em agosto de 1992, seria realizada em uma conjuntura dramática da crise ética e política vivida no país e acabou tomada pelo movimento “Fora Collor”, que resultou no afastamento do então Presidente da República.

Na Doze, em dezembro de 2003, destaque para a necessidade de regulamentação da Emenda Constitucional 29 (EC-29), em uma época em que 17 estados e 41% dos municípios brasileiros descumpriam a lei de aplicação de recursos na saúde (Radis 18).

Na Treze, em novembro de 2007, a baixa mobilização de grupos de defesa de propostas — a não ser o das igrejas e o dos gestores — levou à rejeição do aborto como “questão de saúde pública” e das fundações estatais de direito privado como alternativa de “superar a gestão burocratizada”. O título da capa resumia: “Evento se destaca pelo que rejeitou, não pelo que aprovou” (Radis 65).

A 14ª, realizada em novembro/dezembro de 2011, foi marcada pela defesa de um SUS 100% público e estatal, questão tão forte que nem precisou chegar à plenária final. Nos corredores e nas salas, ecoaram os gritos de “Do meu direito não abro, nós somos contra a privatização” e “A nossa luta é todo dia, nossa saúde não é mercadoria” (Radis 115).

“Democracia é essencial à saúde e saúde é democracia”, cunhava nosso editorial sobre a 15ª, em dezembro de 2015 (Radis 160), impactada no terceiro dia pela notícia de que o então presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, havia aceitado o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. 

Foto: Eduardo de Oliveira.

A resistência deu o tom da 16ª, em agosto de 2019, quando os delegados clamaram pela revogação da Emenda Constitucional 95, que instituiu um teto de investimentos na saúde até 2036 (Radis 204).

Comentários para: Viva a Conferência!

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