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Em defesa do futuro

“Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós” é o tema da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026). A maior assembleia indígena do Brasil, marcada para acontecer entre 5 e 11 de abril em Brasília (DF) como espaço de denúncia e de construção coletiva, é organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). “Os povos indígenas não estão à venda para a mineração, os créditos de carbono, o agronegócio, as grandes obras, as empresas ou para os interesses do próprio Estado brasileiro quando estes violam nossos direitos”, afirma Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Apib.

— Foto: Juliana Duarte

As ameaças no Congresso

A demarcação e a proteção de terras indígenas continuam na pauta dos povos originários no ATL 2026, que também promove debates sobre os ataques do Congresso Nacional aos direitos indígenas e as eleições de 2026. Segundo a Apib, somente em 2025 mais de 20 propostas anti-indígenas e antiambientais tramitaram na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O movimento considera que este “pacote de destruição” ameaça a vida dos povos indígenas e aprofunda a violência institucional praticada historicamente pelo Estado brasileiro. O ATL ainda traz à pauta propostas para aperfeiçoar as normas eleitorais a partir das realidades indígenas. Saiba mais: https://apiboficial.org/.

— Foto: Juliana Duarte

As mulheres em risco

Estudo revela aumento de 500% nos homicídios de mulheres indígenas no Brasil em duas décadas, noticia o site Mídia Indígena (11/3). O coletivo de comunicação repercute pesquisa publicada na revista Ciência & Saúde Coletiva que mostra que jovens, solteiras e com baixa escolaridade são as principais vítimas. A pesquisa, feita a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, localiza no estado de Mato Grosso do Sul os índices mais altos do país e revela um cenário de crescimento contínuo da violência letal contra as mulheres. Os resultados completos da pesquisa estão disponíveis em https://cienciaesaudecoletiva.com.br/.

— Foto: Juliana Duarte

Um dia de proteção

Aguarda sanção presidencial o projeto de lei que cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, em 5 de setembro. O texto é de autoria da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) e foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos do Senado (18/3). “Hoje nós só podemos fazer uma política boa se nós também formos cuidadas, porque nós sabemos que é muito mais do que pandemia da violência. Nós teríamos que tratar a cada vez que mata uma menina, mulher indígena como uma questão de morte da humanidade”, declarou a deputada à Rádio Senado. 

— Foto: Juliana Duarte

Uma aldeia em Manaus

“Manaus aldeada: Parque das Tribos, o bairro criado por quem foi expulso da própria terra” é o título de uma reportagem publicada na plataforma Sumaúma (16/3), que conta a história de sobreviventes de 38 povos indígenas que “plantaram um território na zona urbana e lutam pelo reconhecimento na maior cidade amazônica”. A matéria, assinada por Soraia Joffely, mostra como a resistência de 860 famílias, formadas por 5 mil indígenas, criaram uma aldeia urbana, após anos de tentativa de reconhecimento. E que ainda assim é “invisível para políticas públicas”. O texto está disponível em https://sumauma.com/.

Uma antologia em quadrinhos

Sete histórias de sete povos, narradas em quadrinhos. Assim é a antologia “Territórios compartilhados”, criada por artistas originários de diversos povos, que tem como objetivo transformar o suporte das HQs em um espaço de resistência contra o silenciamento histórico. “Do folk-terror ao indigenofuturismo, uma obra coletiva de resistência, arte e autodeterminação”, a coletânea rompe com a lógica do “etnoentretenimento” e do olhar eurocêntrico, adverte o organizador, Eá Borum Krenak, de Imperatriz (MA). A edição, que conta com prefácio de Daniel Munduruku e design de Elza Keiko, pode ser adquirida em https://www.keikolina.com.br/

Sete histórias de sete povos, narradas em quadrinhos. Assim é a antologia “Territórios compartilhados”, criada por artistas originários de diversos povos, que tem como objetivo transformar o suporte das HQs em um espaço de resistência contra o silenciamento histórico. “Do folk-terror ao indigenofuturismo, uma obra coletiva de resistência, arte e autodeterminação”, a coletânea rompe com a lógica do “etnoentretenimento” e do olhar eurocêntrico, adverte o organizador, Eá Borum Krenak, de Imperatriz (MA). A edição, que conta com prefácio de Daniel Munduruku e design de Elza Keiko, pode ser adquirida em https://www.keikolina.com.br/

Chikungunya em Dourados

Pelo menos quatro mortes relacionadas à chikungunya foram registradas pelo boletim de vigilância em saúde na reserva indígena de Dourados, no Mato Grosso do Sul. A situação foi classificada como epidemia, como registrou o portal G1 (18/3). Para conter o avanço da doença, equipes de saúde municipais e estaduais, com o auxílio da Força Nacional do SUS, realizaram ações conjuntas nas aldeias Jaguapiru e Bororó. O aumento dos casos está ligado à falta de prevenção e de abastecimento regular de água para uso doméstico dentro das aldeias, o que leva ao armazenamento inadequado e facilita a proliferação do mosquito, explicou ao G1 o pesquisador Rivaldo Venâncio, da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Autores indígenas nas escolas

O governo do Paraná anunciou que vai disponibilizar livros escritos por autores indígenas nas bibliotecas da rede estadual de ensino. A medida deve beneficiar cerca de 5 mil estudantes das etnias Kaingang, Guarani e Xetá que frequentam as 40 escolas indígenas e motiva ampliar o acesso a narrativas produzidas por povos originários, valorizar tradições e fortalecer a diversidade cultural no ambiente escolar, como noticiou a agência de notícias Alma Preta (10/3). As obras abordam aspectos históricos e contemporâneos das comunidades indígenas e incluem exemplares em formato bilíngue. O escritor guarani Olívio Jekupe, da aldeia Kakane Porã, no bairro Campo de Santana, em Curitiba, está entre os autores contemplados pela iniciativa. Com cerca de 30 livros publicados, ele transita por gêneros como poesia, contos, romances e literatura infantojuvenil.

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