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EXTRA, EXTRA! — RADIS IMPRESSA VOLTARÁ A SER DISTRIBUÍDA NOVAMENTE A PARTIR DESTE MÊS

Para os sobreviventes da covid-19, mesmo os que tiveram sintomas leves, os impactos na saúde e na vida cotidiana podem se prolongar mais do que se imaginava. O vírus que gerou a pandemia continua fazendo vítimas, despertando novas doenças e complicações por meses e até anos, sinalizando que é preciso estratégias para lidar com os efeitos colaterais desencadeados por um vírus perigoso e traiçoeiro.

Nenhum sintoma pós-covid já identificado pela ciência pode ser considerado exagero assim como a gravidade do assunto não deve ser minimizada. Todas as sequelas precisam ser tratadas desde as mais graves, que afetam o dia a dia das pessoas, até as mais leves, como afirma Rafaella Fortini, pesquisadora do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas). Nada pode ser trivial e levar ao pensamento de que é assim mesmo e faz parte da vida.

Ter sobrevivido ao vírus não basta, é preciso ter de volta todas as potencialidades que permitam a superação das desvantagens em consequência de uma incapacidade deixada pelo vírus. O grande contingente vitimado pela covid longa demandará, para plena recuperação, cuidados de profissionais habilitados e bem treinados, assim como permanentes investimentos na ciência e em pesquisas. Nesta edição, Radis traz um quadro lembrando os sintomas da covid longa e relatos de pessoas que conviveram e convivem com as sequelas deixadas pela doença.

Qual a relação de Lionel Messi, jogador de futebol argentino, a cantora Courtney Love, o nadador Michael Phelps e o cineasta Tim Burton? Os quatro são pessoas com certo grau de autismo que não os impediu de conseguir sucesso e bom desempenho na carreira, mesmo com os sinais e sintomas do Transtorno de Espectro Autista (TEA).

Infelizmente, os exemplos citados não refletem as dificuldades vividas por mais de dois milhões de brasileiros, mas sinalizam que o autismo, que é considerado um transtorno e não se encaixa na definição de doença, pode e deve ser tratado, para que os portadores de TEA possam se adequar ao convívio social, profissional e às atividades para as quais possam estar aptos.

Depoimentos presentes nesta edição demonstram como pessoas com o diagnóstico do transtorno surpreendem positivamente, quando são diagnosticadas e estimuladas para desenvolverem atividades da vida diária e principalmente quando inseridas na rotina escolar.

Na sociedade atual, que valoriza determinados padrões e comportamentos sem considerar a diversidade em que “as atenções humanas deixam a humanização de lado e buscam individualmente se concentrar nas relações sociais plenas e satisfatórias”, segundo Zygmunt Bauman, é preciso avançar quebrando tabus, derrubando preconceitos e padrões, buscando direitos que inclusive estão previstos em lei, “transformando a linguagem” e lançando mão do “ambiente virtual” conforme relato dos portadores de TEA entrevistados sobre este tema.

Frequentemente a mesma sociedade que desconsidera a diversidade deixa de refletir que todos têm ou terão um dia uma deficiência que os impossibilitará ou impedirá de realizar alguma atividade, seja a simples dificuldade para aprender a ler uma cartilha quando criança, seja a dificuldade em ler pela perda de memória quando idoso.

O mundo ainda não ficou livre da pandemia de covid-19 e a Organização Mundial da Saúde (OMS) já alerta para uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional com o aparecimento da varíola dos macacos, ou melhor nome, a monkeypox, que apesar do estrangeirismo tira a conotação do que não é, uma varíola desencadeada a partir do macaco, o que poderia levar os desavisados a executar os primatas, na esperança de evitar a propagação da doença, cuja transmissão se dá de humano para humano.

O Brasil não dispõe de vacina, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) já está sendo orientado a partir da Atenção Primária de Saúde para iniciar os primeiros atendimentos.

O Programa Radis continua comemorando os 40 anos e nada melhor do que receber o carinho dos leitores, registrado nas frases recebidas, contando como leem e o que sentem ao receber a revista.

Toda a equipe se enche de orgulho e agradece todo o carinho e aproveita para informar que finalmente, a partir desta edição, a revista Radis voltará a ser entregue para cada um dos assinantes.

Boa leitura!

Comentários para: Covid, não acaba quando termina

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